Na noite desta quinta-feira, chegou ao fim a passagem de Miguel Ángel Russo como técnico do Boca Juniors. Em um comunicado oficial, a equipe xeneize informou que a decisão sobre a saída do treinador, contratado há um ano, foi tomada em comum acordo.
Sem ganhar nenhum título nacional, a conquista da Libertadores acabou manchada pelo fracasso no Mundial de Clubes, quando, na decisão, o Boca perdeu para o Milan, por 4-2. Desde estão, Russo teve sua permanência questionada pela imprensa portenha.
Com o anúncio da saída de Miguel Ángel Russo, os dirigentes vão em busca de um velho conhecido do torcedor: Carlos Bianchi, de 58 anos, vencedor de quatro Copas Libertadores (uma pelo Vélez Sársfield, e três pelo Boca), e de três Copas Intercontinentais (uma pelo Vélez, e duas pelo Boca Juniors).
O problema é que El Virrey não dirige uma equipe desde janeiro de 2006, quando foi demitido pelo Atlético de Madrid. Menos de um mês depois, Bianchi, desiludido com sua passagem pela equipe colchonera, resolveu anunciar sua aposentadoria.
Além de ter que convencê-lo a voltar atrás na decisão de se aposentar, o retorno de Carlos Bianchi ao Boca Juniors terá um duro adversário: Diego Armando Maradona. Segundo El Pibe de Oro, Bianchi é amigo de Guillermo Coppola, seu ex-manager, com quem ele mantém uma briga judicial já há algum tempo.
Em entrevista ao diário argentino Olé, Maradona, que está trabalhando como assessor de futebol do Boca Juniors, deixou bem claro sua desaprovação: "Se ele (Pedro Pompilio, presidente do Boca) contratar Bianchi, eu vou pra casa".
Jorge Ribolzi, auxiliar de Alfio Basile na Seleção Argentina, Carlos Ischia, Guillermo Barros Schelotto e Gabriel Batistuta são outros nomes especulados pela imprensa portenha.
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